Soube então que tinha feito carreira na França, antes de se instalar em Montréal.
Foi através deste artista que descobri Portugal, a sua poesia e também a sua história.
Mais tarde, quando o nosso compositor intérprete abriu um restaurante tipíco na cidade de Québec, vi-o várias vezes com grande prazer. Marie, transformou-o num verdadeiro « québequense » mais «québequense » do que muitos que se dizem de « orígem ».
Quando no restaurant havia pouca gente, pedia-lhe para me cantar (quási só para mim) algumas das suas canções sobretudo, quando as amendoeiras estavam Floridas!
Agora, tudo o que desejo, é que o Germano, liberto das obrigações hoteleiras, se dedique exclusivamente à canção e à amizade!!!
Jacques Lacoursière
Historiador
Membro da Academia das letras e Ciências Humanas do Canadá
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Foi nos anos 70 que descobri a riqueza étnica do « boulevard Saint-Laurent » de Montréal, e era lá que ia regularmente fazer as compras. Um dia após ter jantado no restaurante « Solmar », tive a curiosidade de subir ao andar superior para ouvir um cantor que me tinham dito, ter vindo cá pela altura da Exposição Universal de 1967. As luzes da sala, estavam frouxas e no fundo da mesma, um indivíduo com uma guitarra cantava em língua portuguesa, uma língua que aliás não conhecia. Imediatamente, fiquei persuadido que havia muita poesia que pairava na sala, fiando-me à postura e à expressão do intérprete. Este último quando sorria parecia feliz, mesmo se às vezes sentiamos muita tristeza nas suas canções. Voltei várias vezes ao mesmo lugar, e um dia tive uma conversa demorada com o Germano Rocha.